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Leitura Preciosa

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Classicismo


Classicismo (1527-1580)

O Classicismo foi conseqüência do Renascimento, importante movimento de renovação científica e cultural ocorrido na Europa que marca o nascimento da Idade Moderna.
A base do Renascimento encontra-se no crescimento gradativo da burguesia comercial e das atividades econômicas entre as cidades européias, o que acabou estimulando a vida urbana e as manifestações artísticas, que passaram a ser patrocinadas por ricos comerciantes (mecenato). O aperfeiçoamento da imprensa possibilitou uma maior difusão de idéias novas, contribuindo para o enriquecimento do ambiente cultural. As grandes navegações alargaram a visão de mundo do europeu, que entrou em contato com culturas diferentes. A matemática se desenvolveu, bem como o estudo das línguas, surgindo as primeiras gramáticas de língua portuguesa.
Todo esse contexto fez nascer uma visão antropocêntrica de mundo. Ou seja, o homem é visto como centro do universo. O cristianismo continua imperando, mas o homem renascentista já não é tão angustiado com as questões religiosas como o era o homem medieval.
Dois movimentos religiosos que marcaram o século XVI tiveram grande repercussão social e cultural: a Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero (1483-1546); e a Contra-Reforma, movimento de reação da Igreja Romana
Os artistas – pintores, escultores, arquitetos – inspiravam-se nas obras dos antigos gregos e romanos, que se transformaram em modelos. Por isso mesmo, dizia-se que a gloriosa arte antiga estava renascendo.

Classicismo em Portugal

O marco inicial do Classicismo português é em 1527, quando se dá o retorno do escritor Sá de Miranda de uma viagem feita à Itália, de onde trouxe as idéias de renovação literária e as novas formas de composição poética, como o soneto. O período encerra em 1580, ano da morte de Luís Vaz de Camões e do domínio espanhol sobre Portugal.

Classicismo Literário

Os escritores classicistas retomaram a idéia de que a arte deve fundamentar-se na razão, que controla a expressão das emoções. Por isso, buscavam o equilíbrio entre os sentimentos e a razão, procurando assim alcançar uma representação universal da realidade, desprezando o que fosse puramente ocasional ou particular.
Os versos deixam de ser escritos em redondilhas (cinco ou sete sílabas poéticas) – que passa a ser chamada medida velha – e passam a ser escritos em decassílabos (dez sílabas poéticas) – que recebeu a denominação de medida nova. Introduz-se o soneto, 14 versos decassilábicos distribuídos em dois quartetos e dois tercetos.

Luís de Camões (1525?-1580): poeta soldado
Escritor de dados biográficos muito obscuros, Camões é o maior autor do período. Sabe-se que, em 1547, embarcou como soldado para a África, onde, em combate, perdeu o olho direito. Em 1553, voltou a embarcar, dessa vez para as Índias, onde participou de várias expedições militares.
Em 1572, Camões publica Os Lusíadas, poema que celebrava os recentes feitos marítimos e guerreiros de Portugal. A obra fez tanto sucesso que o escritor recebeu do rei D. Sebastião uma pensão anual – que mesmo assim não o livrou da extrema pobreza que vivia. Camões morreu no dia 10 de junho de 1580.

A Poesia Épica de Camões

Como tema para o seu poema épico, Luís de Camões escolheu a história de Portugal, intenção explicitada no título do poema: Os lusíadas. O cerne da ação desenvolve-se em torno da viagem de Vasco da Gama às Índias.

A palavra “lusíada” é um neologismo inventado por André de Resende para designar os portugueses como descendentes de Luso (filho ou companheiro do deus Baco).

A Estrutura

Os lusíadas apresenta 1102 estrofes, todas em oitava-rima (esquema ABABABCC), organizadas em dez cantos.

Divisão dos Cantos

1ª parte: Introdução
Estende-se pelas 18 estrofes do Canto I e subdivide-se em:

Ø Proposição: é a apresentação do poema, com a identificação do tema e do herói (constituem as três primeiras estrofes do canto I).
Ø Invocação: o poeta invoca as Tágides, ninfas do rio Tejo, pedindo a elas inspiração para fazer o poema.
Ø Dedicatória: o poeta dedica o poema a D. Sebastião, rei de Portugal.

2ª parte: Narração
Na narração (da estrofe 19 do Canto I até a estrofe 144 do Canto X), o poeta relata a viagem propriamente dita dos portugueses ao Oriente.

3ª parte: Epílogo
É a conclusão do poema (estrofes 145 a 156 do Canto X), em que o poeta pede às musas que o inspiraram que calem a voz de sua lira, pois está desiludido com uma pátria que já não merece as glórias do seu canto.




A Lírica Camoniana

Camões escreveu versos tanto na medida velha quanto na medida nova. Seus poemas heptassílabos geralmente são compostos por um mote e uma ou mais estrofes que constituíam glosas (ou voltas a ele).
Os sonetos, porém, são a parte mais conhecida da lírica camoniana. Com estrutura tipicamente silogística, normalmente apresentam duas premissas e uma conclusão, que costuma ser revelada no último terceto, fechando, assim, o raciocínio.
Camões demonstra, em seus sonetos, uma luta constante entre o amor material, manifestação da carnalidade e do desejo, e o amor idealizado, puro, espiritualizado, capaz de conduzir o homem à realização plena. Nessa perspectiva, o poeta concilia o amor como idéia e o amor como forma, tendo a mulher como exemplo de perfeição, ansiando pelo amor em sua integridade e universalidade.

Outros Autores

Ø Francisco de Sá de Miranda (1481-1558). Escreveu poemas na medida nova e na medida velha. Escreveu, ainda, a tragédia Cleópatra, as comédias Os Estrangeiros e Vilhalpandos.
Ø Antônio Ferreira (1528-1569). Discípulo de Sá de Miranda, escreveu Poemas Lusitanos, Castro, Bristo e Cioso.João de Barros (1496?-1570), autor de As décadas da Ásia.
Fonte:http://resumosdeliteratura.blogspot.com.br/2007/06/classicismo-1527-1580.html
Postado por Cristiane Moraes
Contexto histórico do classicismo: renascimento

As grandes navegações fazem com que o homem do inicio do século XVI se sinta orgulhoso e confiante em sua capacidade criativa e em sua força: desafiar os mares, percorrer os oceanos, descobrir novos mundos, produzir saberes, desenvolver as ciências e transformá-las em tecnologia, tudo isso resulta no surgimento de um Homem muito diferente daquele existente na idade media e esse homem volta a ser o centro da sua própria vida (antropocentrismo).

O que esse homem faz de melhor é em prol de si mesmo e isso se reflete também na arte e na literatura que ele produz nessa época. Esse caráter humanista ou antropocêntrico estava esquecido nas “trevas” da idade media, mas já havia existido na antiguidade (na civilização grega, por exemplo) e é porque, no inicio do século XVI, ocorre o ressurgimento ou renascimento do Antropocentrismo, que esse período da historia é chamado de renascimento.

O renascimento é o momento histórico em que o homem produz grande quantidade e qualidade de obras artísticas e literárias; elas perdem o primitivismo e a ingenuidade de obras medievais e ganham um aprimoramento técnico que supera ate as obras da antiguidade: as cores se multiplicam, surge à noção de perspectiva, as formas humanas são concebidas de maneira mais nítida, no caso da arte. O “berço” do renascimento é a Itália.
O tema predominante nas obras artísticas e literárias do renascimento é sempre o homem e tudo que diz respeito a ele.  http://www.mundovestibular.com.br           Postado por Karina Leal                                                                                                                
 




A leitura no século 21


Raquel Cozer - O Estado de S.Paulo
Pesquisas sobre leitura e internet têm mostrado que o leitor de mídias digitais tem menos concentração e se recorda de menos detalhes após o término da leitura. Como fazer para prender a atenção desse leitor - seja de veículos de comunicação, seja de literatura - foi uma das questões centrais da conferência A Comunicação do Impresso ao Digital, realizada na noite de quinta na 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, com participação dos jornalistas Roberto Dias, da Folha, Eduardo Diniz, de O Globo, Pedro Lopes, da Zero Hora, e Rinaldo Gama, editor do suplemento Sabático, do Estado.
O desafio, como mostrou Lopes ao apresentar no telão uma série de gráficos, é contínuo: calcula-se, por exemplo, que em um ano a venda de PCs seja superada pela de tablets, formato no qual tem sido mais explorada a interação. Outra pesquisa retratou um desafio dos jornais e revistas: a leitura destes aparece em 10° lugar entre os motivos mais comuns pelos quais os usuários recorrem aos aparelhos, enquanto o acesso de informações fica em segundo lugar. "Chama a atenção o fato de que as pessoas procuram informação nos tablets, mas não associam isso a jornais e revistas. Isso significa que ainda estamos tateando nesse cenário", disse Lopes.
Diniz lembrou que, quando meios como a televisão e o rádio surgiram, acreditou-se que o impresso estava perto do fim, o que não aconteceu. "O caso é que a internet trouxe um cenário bem mais radical. Tempos atrás, você passeava pela ecologia da comunicação e via árvores frondosas, os grandes jornais. A internet trouxe uma densidade gigantesca a essa floresta: é muita gente produzindo informação. Isso trouxe de fato um problema para as empresas de jornalismo, que é como se adaptar."
Coube a Rinaldo Gama fazer uma conexão entre a literatura - um dos temas centrais da Jornada de Passo Fundo -, a comunicação e a era digital. "Entre a literatura e os meios de comunicação, há uma cumplicidade de códigos que faz com que ambos andem lado a lado. Não deve ser coincidência que o termo literatura só tenha se consolidado no século 19, no momento em que o jornal passou a influenciar a literatura, não só pela divulgação de folhetins mas também no formato", disse, exemplificando com o poema Um Lance de Dados, de Stéphane Mallarmé, que "de certa forma inaugura no século 19 a literatura do século 20", e cuja inspiração é muito próxima do jornal, como constatou Marshall McLuhan.
Gama destacou que, já naquela época, percebia-se uma vocação natural da literatura para uma multiplicidade de discursos que agora, no século 21, pode ser explorada com muito mais meios. Exemplificou com as maneiras como o caderno Sabático faz essa ponte, tanto com reportagens sobre possibilidades da literatura eletrônica quanto com a complementação de material on-line para o que é oferecido na versão impressa.
Postado por Karina Leal 

domingo, 21 de outubro de 2012

"Amor é Fogo que Arde Sem se Ver"


  * Luís de Camões (Lisboa, 1524 — Lisboa, 10/06/1580) foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente.
fonte: http://www.brasilwiki.com.br
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor? 
A partir do poema, a que conclusão pode chegar a respeito do Amor?


Postado por Tiago Vaz

segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Postado por Cristiane


Fire and Ice

Robert Frost


Some say the world will end in fire; 
Some say in ice. 
From what I've tasted of desire 
I hold with those who favor fire. 
But if it had to perish twice, 
I think I know enough of hate 
To say that for destruction ice 
Is also great 
And would suffice.
Robert Frost (1864-1963)

Postado por Cristiane